Operação contra corrupção em serviços de infraestrutura resulta em sete prisões na Capital

| Créditos: Divulgação


Uma ação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) nesta terça-feira (12) cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Campo Grande. O principal alvo da ofensiva é Rudi Fiorese, ex-secretário municipal de Infraestrutura e atual dirigente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Além dele, outras seis pessoas foram detidas por suposta participação em esquemas de fraude.

Foco da Investigação

O trabalho, coordenado pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), concentra-se em contratos de tapa-buracos e conservação de vias públicas estabelecidos a partir de 2018. As autoridades suspeitam de desvios e favorecimento em licitações durante o período em que Fiorese geria a pasta de obras da cidade.

Dentre os pontos apurados, destacam-se:

Fraudes contratuais: Irregularidades no processo licitatório para beneficiar empresas específicas.

Prisões de servidores: Dois superintendentes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) também foram levados sob custódia.

Apreensão de provas: Agentes estiveram na sede da secretaria municipal e no apartamento do ex-secretário, onde recolheram documentos e dispositivos eletrônicos.

Medidas Administrativas

Diante do ocorrido, o Governo do Estado anunciou que acompanhará os desdobramentos jurídicos e confirmou a exoneração de Rudi Fiorese do cargo que ocupava na Agesul. A administração estadual ressaltou que as investigações se referem exclusivamente a atos praticados no âmbito da gestão municipal anterior.

A operação é um desdobramento de fiscalizações contínuas sobre o uso de recursos públicos em serviços de pavimentação e infraestrutura urbana. Até o momento, a defesa dos citados não se manifestou publicamente sobre as prisões.

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