Operação Carbono Oculto mira empresas de combustíveis em Mato Grosso do Sul
- porRedação
- 29 de Agosto / 2025
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| Créditos: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
A Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28) por uma força-tarefa de órgãos federais e estaduais coordenada pelo Ministério Público de São Paulo, cumpre mandados contra empresas do setor de combustíveis em Mato Grosso do Sul, entre elas a Copape, localizada em Campo Grande.
A Copape, investigada por suspeita de lavagem de dinheiro e fraude fiscal, deve R$ 563,5 milhões à União, segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A empresa é apontada como elo de um esquema que movimentou R$ 17,7 bilhões em transações suspeitas via fintechs de São Paulo, com sonegação estimada em R$ 1,4 bilhão de tributos federais e R$ 7,6 bilhões de tributos estaduais.
Os mandados no Estado foram cumpridos em Iguatemi (7) e Dourados (1), envolvendo empresas do núcleo operacional da cadeia de combustíveis. Segundo as investigações, o esquema estaria ligado ao PCC e envolveria adulteração de combustíveis e ameaças a donos de postos independentes.
Além da Copape, Iguatemi abriga a Vetor Comércio de Combustíveis, que deve R$ 1,72 bilhão ao fisco federal, considerada a maior devedora do Estado, embora não haja confirmação de sua participação na operação.
A ação mobilizou mais de 350 alvos em todo o País, com foco na desarticulação do esquema de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e comercialização de combustíveis adulterados.






