Operação apreende mais de R$ 5 milhões em produtos irregulares em MS

Mais de R$ 5 milhões em produtos irregulares — incluindo canetas e ampolas emagrecedoras, anabolizantes e medicamentos sem registro — foram apreendidos em Mato Grosso do Sul nas últimas semanas. As ações foram conduzidas pela Secretaria de Estado de Saude de Mato Grosso do Sul, por meio de fiscalização sanitária intensificada.

Em 20 dias de operação, foram retirados de circulação 9.964 itens. O balanço, consolidado até 25 de fevereiro, integra os resultados da Operação Visa-Protege, que atua no combate à comercialização e ao envio de medicamentos e substâncias proibidas no país.

Principais apreensões

Entre os produtos recolhidos, destacam-se:

6.085 canetas e ampolas emagrecedoras, com substâncias como tirzepatida e retatrutida, sem autorização para comercialização no Brasil;

2.265 unidades do chamado “Harp 100”, vendido como fitoterápico, mas considerado irregular;

Anabolizantes e outros medicamentos proibidos ou sem registro sanitário;

Produtos falsificados e substâncias com circulação não permitida no território nacional.

Impacto e valor estimado

O valor estimado das apreensões considera os preços médios praticados ao consumidor final, especialmente nas regiões Sudeste e Nordeste, que eram destino de parte das cargas interceptadas.

De acordo com Matheus Moreira Pirolo, gerente de Apoio aos Municípios da Vigilância Sanitária da SES, a intensificação das ações busca interromper rotas de envio e reduzir a circulação de produtos ilegais.

“Estamos falando de quase dez mil itens retirados de circulação em poucos dias. Esse resultado demonstra a efetividade da fiscalização permanente e da atuação integrada entre os órgãos parceiros, protegendo a saúde da população”, afirmou.

Atuação integrada

A operação conta com o apoio da Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria, dos Correios e do Conselho Regional de Farmacia de Mato Grosso do Sul. As informações coletadas durante a fiscalização serão encaminhadas às autoridades policiais para as providências cabíveis.

A SES reforça que a comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida representa risco à saúde pública e orienta a população a adquirir produtos apenas em estabelecimentos regularizados.

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