Operação Amicus Ludicis mira advogada em caso de corrupção judicial em Dourados

| Créditos: DIVULGAÇÃO/PF


A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (14), cinco mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande como parte da Operação "Amicus Ludicis", deflagrada para investigar supostos crimes de peculato e corrupção envolvendo um juiz trabalhista afastado e particulares. As ações foram autorizadas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Entre os alvos está uma advogada de Dourados, apontada por possível envolvimento em esquema de corrupção relacionado ao juiz Márcio Alexandre da Silva, afastado após investigação da Corregedoria Regional de Justiça do Trabalho da 24ª Região. O magistrado é suspeito de favorecer um perito, Juliano Belei, com nomeações para perícias consideradas desnecessárias, resultando em prejuízo estimado em R$ 557,6 mil.

Em nota, a seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) informou que quatro advogados da 4ª Subseção de Dourados acompanharam as diligências para garantir as prerrogativas da profissão. A OAB-MS destacou que adotará "as medidas legais cabíveis", respeitando o direito à ampla defesa.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados, somando mais de R$ 1,4 milhão. O caso envolve supostas irregularidades ocorridas entre 2018 e 2020, incluindo a contratação repetida de Belei para serviços que já contavam com peritos designados, além de pagamentos considerados indevidos.

Entre os pontos levantados pela corregedoria, há indícios de relação pessoal entre o magistrado e o perito, incluindo o histórico de Belei como ex-funcionário de uma empresa ligada ao sogro do juiz. Além disso, o assistente do magistrado afastado, Fabrício Vieira dos Santos, foi condenado em 1ª instância a 10 anos de prisão por peculato e falsidade ideológica, embora não seja alvo direto desta operação.

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