OAB/MS repudia grito de guerra violento em curso da PM e cobra responsabilização

| Créditos: Foto: Saul Schramm


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), por meio de sua Comissão de Direitos Humanos, manifestou publicamente seu veemente repúdio a um grito de guerra entoado por alunos do novo Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar do estado. O incidente, amplamente divulgado pela imprensa local, gerou grande repercussão e preocupação.

Segundo a OAB/MS, as expressões utilizadas no cântico enaltecem práticas de extrema violência, configurando uma apologia explícita à violência e ao arbítrio. A entidade ressalta que tais atitudes são incompatíveis com os princípios constitucionais que regem a atuação das forças de segurança e inadmissíveis em um Estado Democrático de Direito.

A OAB/MS alerta que a naturalização da violência como ferramenta policial representa uma grave ameaça à ordem constitucional, incentivando uma cultura de abusos e violações sistemáticas de direitos, especialmente contra populações vulneráveis. A entidade frisa que isso desrespeita os compromissos internacionais do Brasil em direitos humanos.

A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul informou que acompanhará de perto o caso. A OAB/MS exige que as autoridades competentes, em especial o Comando-Geral da Polícia Militar do MS e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, identifiquem e responsabilizem os envolvidos. Além disso, a entidade cobra a adoção de medidas urgentes e eficazes para reformular as práticas pedagógicas e institucionais dos cursos de formação policial.


Abaixo, a Nota Pública da OAB/MS na íntegra:

| Créditos: OABMS

Compartilhe: