“O que nos move é a certeza de que a leitura transforma”, afirma diretor na estreia da Bienal Pantanal
- porRedação
- 05 de Outubro / 2025
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| Créditos: Foto: Juliano Almida
A primeira edição da Bienal Pantanal reuniu quase 6 mil visitantes no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, no dia de sua abertura. O evento, que segue até o dia 12, coloca Mato Grosso do Sul no circuito nacional de literatura e busca fortalecer a cultura local e promover a troca de experiências entre municípios e países vizinhos.
“O que nos move é a certeza de que a leitura transforma. O Brasil só vai mudar quando houver essa decisão como política de Estado de incentivo à leitura. E aí vamos ter cidadãos livres”, afirmou Pedro Ortale, diretor da Bienal, destacando o papel social e educativo da iniciativa.
A programação de nove dias reúne mais de 50 autores e autoras de Mato Grosso do Sul, além de representantes literários do Paraguai, da Argentina, da Colômbia e de nove estados brasileiros. Caravanas de cidades como Terenos, Paraíso das Águas, Maracaju, Três Lagoas, Dourados, Ponta Porã e Bonito participam das atividades.
Para ampliar o acesso à literatura, uma parceria entre o Governo de Mato Grosso do Sul e o Paraguai vai traduzir obras paraguaias para o português e produções sul-mato-grossenses para o espanhol, fortalecendo os laços culturais e comerciais entre os países. “Vamos aproximar territorialmente e culturalmente esses povos que historicamente são nossos irmãos”, acrescentou Ortale.
O governador Eduardo Riedel (PSDB) ressaltou a relevância da Bienal para o Estado. “Ao valorizar a leitura, o livro e as editoras, valorizamos também a nossa produção artística local. Mato Grosso do Sul é muito rico culturalmente e a Bienal nasceu para crescer e permanecer no calendário cultural do Estado”, disse.
Além de livros e debates, o público pode conferir mostras culturais, curtas-metragens e apresentações artísticas, com entrada gratuita durante todo o evento.






