
| Créditos: Kinea
Tá tranquilo, tá favorável. Enquanto você decide se põe leite ninho no café ou não, o mundo dá voltas mais malucas que carrinho de rolimã em ladeira íngreme.
O tema da vez é… bom, é tudo ao mesmo tempo agora. É navio de guerra estadunidense estacionado na nossa porta, sob a desculpa de combater o tráfico que, convenhamos, combate é uma palavra muito forte. A nova presidente do México, uma cientista que deve manjar de dados, logo negou qualquer acordo. Coisa fina.
Enquanto isso, um avião da Força Aérea dos EUA, daqueles turbinados, pousa em Porto Alegre só para levar uns diplomatas? Para o consulado? É o mesmo absurdo que enviar um tanque de guerra para buscar pão na padaria. O exagero grita, e o motivo real fica escondido. E a gente acha normal.
E no meio desse balaio geopolítico, quem surge pra dar palpite? Nosso querido autoexilado, Eduardo Bolsonaro. O moço, de seu refúgio estratégico (deve ser uma praia com internet boa), não perde tempo. Ele já está lá, de megafone virtual, explicando como vai quebrar o sistema financeiro nacional.
Fala com uma autoridade que beira o delírio.
Anuncia perdas de bilhões para os bancos como se fosse apenas o aperitivo do banquete. E o prato principal? Colocar uns senadores “dentro da Casa Branca” para negociar o tal do ‘tarifaço’. Ele fala da Casa Branca com a intimidade de quem vai lá tomar um café com o Tio Sam todo sábado.
E a cereja do cake? Ameaça diretamente o ministro Alexandre de Moraes, prometendo cortar o acesso de bancos ao sistema financeiro americano. Ou seja, o sujeito, de fora do país, se arvora a ditar a política econômica externa dos Estados Unidos contra o Brasil.
É um influencer da desgraça.
A dupla dinâmica (pai e filho) não está brincando de faz de conta. Eles estão é com um projeto claro. E a gente? A gente ainda discute se a cloroquina funciona ou não.
O Brasil precisa acordar do seu cochilo pós-churrasco. Enquanto a gente debate o preço da picanha, tem gente com fome de poder servindo o país num prato para interesses que não são os nossos. É uma ambição sem freio, de lá e de cá, se encontrando num perigoso abraço de afogados.
Lula precisa parar de achar que é uma reunião de condomínio. Isso aqui já virou uma confusão onde o síndico quer vender o prédio. Cochilar agora é dar corda para o próprio pescoço.
É brincadeira para não chorar. Mas o choro, meus amigos, pode estar logo ali na esquina.
No fim das contas, a coisa não está com cara de piada não.
Entre o Trump e a família Bolsonaro, o Brasil que se cuide. Lula que durma de olho aberto, porque se cochilar, leva rasteira — e aí o verde e amarelo pode mesmo virar vermelho e azul com estrelinhas
Alguém aí ainda acha que isso é só conversa fiada?😉
Por Alcina Reis

Jornalista Alcina Reis | Créditos: Arquivo pessoal






