Nova regra permite financiar até 80% da casa própria, e valor máximo sobe para R$ 2,25 mi

| Créditos: Reprodução/Redes Sociais


O governo anunciou mudanças importantes nas regras do crédito imobiliário. O novo modelo, aprovado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e pelo Banco Central, começa a valer em 2027 e promete facilitar o acesso à casa própria.

A expectativa é de liberar R$ 111 bilhões em financiamentos no primeiro ano, o que representa R$ 52,4 bilhões a mais do que o sistema atual.

As mudanças alteram a forma como o dinheiro da poupança é usado pelos bancos para conceder empréstimos imobiliários. Hoje, 65% dos depósitos precisam ser destinados ao crédito para compra de imóveis.

Com as novas regras, essa porcentagem vai aumentar até 100%, sendo 80% obrigatoriamente voltados a financiamentos da casa própria dentro do SFH (Sistema Financeiro da Habitação).

Além disso, o teto do valor do imóvel financiado pelo SFH será atualizado de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, o que permitirá o uso do FGTS para abater parte do valor, pagar prestações ou quitar o empréstimo mais rapidamente.

Mais liberdade para bancos

O Banco Central afirma que as mudanças vão deixar o crédito mais barato, pois os bancos terão mais liberdade para usar outros tipos de investimento, como as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), e assim reduzir os juros cobrados nas prestações.

Entenda as principais mudanças no crédito imobiliário

  • Mais recursos: o percentual do dinheiro da poupança usado em financiamentos vai subir de 65% para 100% até 2027.
  • Limite maior no SFH: o teto de imóveis financiados sobe de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
  • Mais crédito para famílias de renda média: imóveis de até R$ 1 milhão terão prioridade e poderão contar com prazos mais longos de financiamento.
  • Facilidade para quem constrói: financiamentos destinados à construção de imóveis terão regras específicas e mais previsíveis.
  • Prestações mais seguras: contratos com correção por índices de preços poderão ter uma amortização extra para evitar aumentos bruscos.
  • Juros menores: com mais flexibilidade para captar recursos, os bancos poderão oferecer taxas mais baixas.

Outra medida anunciada permite que até 5% do dinheiro da poupança usado em crédito imobiliário seja descontado do valor que os bancos precisam manter retido no Banco Central. Isso deve liberar mais recursos para novos empréstimos.

Compartilhe: