MS tem novas diretrizes de risco climático para o cultivo do milho segunda safra
- porRedação
- 30 de Julho / 2026
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O planejamento agrícola para o cultivo do milho segunda safra (safrinha) em Mato Grosso do Sul conta com novas diretrizes de risco climático voltadas ao ciclo 2026/2027. O estudo técnico define os intervalos mais adequados para a semeadura de sequeiro, com o objetivo de minimizar potenciais perdas provocadas por adversidades meteorológicas.
A classificação estabelece faixas de risco produtivo em patamares de 20%, 30%, 40% e acima de 40% — nível no qual o plantio é considerado inviável. As janelas recomendadas são estruturadas em decêndios, dividindo cada mês em três períodos de dez dias para orientar o calendário das propriedades.
Critérios de avaliação e fatores de risco
O mapeamento utilizou dados históricos acumulados entre 1992 e 2022, combinando registros de redes meteorológicas e imagens de satélite. Ao todo, foram analisadas cerca de 3,9 mil séries pluviométricas e dados de mais de 700 estações de medição.
Entre as principais variáveis climáticas monitoradas no estudo estão:
Estresse hídrico: escassez de chuva nas fases de germinação, florescimento e enchimento de grãos.
Temperaturas adversas: médias abaixo de 18 °C na fase de florescimento e mínimas inferiores a 2 °C (com risco de geada).
Excesso de umidade: precipitações volumosas durante a maturação dos grãos.
Classificação de solos e cultivares
As recomendações consideram a capacidade de retenção de água em seis tipos de solo, além de categorizar as variedades de milho pelo tempo de desenvolvimento:
Grupo I: cultivares de ciclo curto (até 110 dias).
Grupo II: cultivares de ciclo médio (entre 110 e 130 dias).
Grupo III: cultivares de ciclo longo (superiores a 130 dias).
Exclusões e aplicabilidade
O zoneamento destina-se exclusivamente às lavouras dependentes do regime de chuvas. Áreas com irrigação possuem recomendações específicas. Estão sumariamente excluídas das orientações:
Áreas de Preservação Permanente (APPs) e propriedades com irregularidades ambientais;
Solos com profundidade inferior a 50 centímetros ou excessivamente pedregosos;
Terrenos de várzea e áreas sujeitas a alagamentos frequentes.
Além de balizar a tomada de decisão no campo, o cumprimento dos períodos indicados é requisito fundamental para o acesso ao crédito de custeio e para a contratação de apólices de seguro rural. Os detalhamentos específicos por município podem ser consultados por meio de sistemas eletrônicos e aplicativos oficiais de planejamento agrícola.






