MS registra nove casos de bebidas alcoólicas irregulares e reforça fiscalização contra metanol

imagem ilustrativa | Créditos: Foto: Reprodução/Revista ADEGA ·


O Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul) autuou nove estabelecimentos neste ano por venderem bebidas alcoólicas falsificadas, contrabandeadas ou de origem duvidosa. A ação se insere no contexto de crescente preocupação nacional com casos de intoxicação por metanol em outros estados, apesar de o Procon-MS afirmar que a substância tóxica ainda não foi flagrada nas falsificações locais.

Intensificação na Fiscalização

Em nota, o Procon-MS informou que as fiscalizações são contínuas para coibir a oferta de produtos sem origem e segurança. Todos os itens irregulares encontrados nas nove ocorrências foram apreendidos e encaminhados para descarte. Por motivos legais, os nomes dos locais autuados não foram divulgados, exceto o de uma boate em Campo Grande, interditada em setembro por suposta venda de contrabando.

A Decon-MS (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra Relações de Consumo) tem atuado em conjunto, revelando a identificação de diversas "fábricas" clandestinas de destilados nos últimos três anos, com investigações sobre esquemas que geravam até R$ 20 mil de lucro semanal para falsificadores.

O titular da Decon-MS, Wilton Vilas Boas, confirmou ao Correio do Estado a intensificação pontual das ações contra bebidas irregulares no estado.

Alerta Nacional com o Metanol

Apesar de não haver casos de metanol confirmados em Mato Grosso do Sul, a preocupação das autoridades é alta devido à situação em São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal.

O Ministério da Saúde confirmou uma morte e 11 casos de intoxicação por metanol, entre 59 notificações recebidas.

O rapper Hungria foi hospitalizado no DF com suspeita de ter consumido bebida adulterada com a substância, que é altamente tóxica e pode causar cegueira ou morte.

Em resposta, o Ministério da Justiça anunciou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para apurar a origem do metanol e uma possível rede de distribuição ilícita entre estados.

Ministério Público Abre Procedimento

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) também entrou na ação, instaurando um procedimento administrativo para proteger o consumidor contra o risco de ingestão de bebidas adulteradas com metanol.

O órgão está solicitando informações a diversas entidades, como Procons, secretarias de saúde e associações de bares e supermercados, buscando soluções preventivas e maior clareza sobre as fiscalizações. O MPMS finalizou, ressaltando que, até o momento, não há um fornecedor específico de metanol identificado no estado.

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