MPE pede explicações sobre viagens de prefeito e caso pode resultar em perda de mandato

Prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB) | Créditos: REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS


O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou procedimento para apurar supostas viagens realizadas pelo prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), sem comunicação oficial à Câmara Municipal. A investigação considera denúncia de que o chefe do Executivo teria permanecido fora do município por período superior ao permitido pela Lei Orgânica.

De acordo com a apuração, o prefeito teria saído de Ivinhema em abril para compromissos em Campo Grande, São Paulo, Minas Gerais e também uma viagem internacional à China. A denúncia aponta que o afastamento teria ultrapassado 15 dias sem autorização legislativa formal.

A 1ª Promotoria de Justiça de Ivinhema concedeu prazo de dez dias para que o prefeito apresente esclarecimentos e documentos sobre as viagens. A Câmara Municipal também foi acionada para prestar informações.

Caso seja comprovado descumprimento das normas previstas na legislação municipal, o prefeito poderá responder por infração político-administrativa, situação que pode resultar até em cassação do mandato.

Juliano Ferro afirmou, por meio das redes sociais, que não excedeu o período permitido de ausência e declarou que parte das viagens teve caráter institucional, incluindo agendas relacionadas à busca de projetos e tecnologias para o município. Segundo ele, despesas de caráter particular foram custeadas com recursos próprios.

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