MPE abre investigação para apurar efeitos do transporte de minério em comunidades de Corumbá

| Créditos: Foto: Fábio Marchi


O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar os impactos ambientais e sociais relacionados ao transporte de minério de ferro em Corumbá. A medida foi motivada por reclamações apresentadas por moradores dos distritos de Maria Coelho e Porto Esperança, que apontam problemas causados pela intensa circulação de caminhões na região.

Segundo as denúncias, o tráfego diário de veículos que transportam minério entre as minas do Morro do Urucum e o terminal fluvial utilizado pela mineradora tem provocado aumento da poeira em estradas vicinais, transtornos na BR-262 e possíveis prejuízos à saúde da população e à vegetação local. O objetivo da investigação é verificar se as medidas adotadas para controle da poluição atmosférica estão sendo efetivas.

A apuração ficará sob responsabilidade da 2ª Promotoria de Justiça de Corumbá. O órgão informou que uma nova perícia técnica deverá ser realizada para aprofundar a análise dos possíveis impactos ambientais e sanitários. Além disso, a empresa responsável pelo transporte será notificada para apresentar informações sobre as ações de controle da emissão de partículas durante a movimentação do minério.

Moradores das comunidades afetadas relatam dificuldades de deslocamento devido ao fluxo de caminhões, além de queixas relacionadas à poeira, ruídos e possíveis reflexos na qualidade da água. Em Porto Esperança, já foram implantadas medidas como sistema de aspersão de água em parte da estrada de acesso e operação diária de caminhões-pipa para reduzir a dispersão de partículas.

A mineradora informou anteriormente que pretende substituir o transporte rodoviário por uma estrutura ferroviária integrada à Malha Oeste, reduzindo a circulação de caminhões. Entretanto, a mudança está prevista apenas para 2029, após a conclusão das obras de expansão logística na região.

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