Motoristas de ônibus de Campo Grande aprovam greve a partir de segunda por atraso de salários
- porRedação
- 11 de Dezembro / 2025
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| Créditos: Foto: Mylena Fraiha
Trabalhadores do transporte coletivo urbano de Campo Grande decidiram pela deflagração de uma greve geral com início programado para a próxima segunda-feira, dia 15. A medida de paralisação foi aprovada em assembleias realizadas simultaneamente na manhã desta quinta-feira (11) nas garagens do Consórcio Guaicurus.
A mobilização, que contou com a adesão de mais de 200 motoristas, tem como principal motivação o atraso no pagamento dos salários, que deveriam ter sido depositados há sete dias, em 5 de dezembro.
Além da remuneração mensal em atraso, a categoria, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU-CG), exige a quitação da segunda parcela do 13º salário e do vale mensal (adiantamento salarial), ambos com vencimento previsto para 20 de dezembro.
Segundo a liderança sindical e depoimentos de motoristas, esta é a primeira vez que o salário integral da categoria sofre atraso. Em ocasiões anteriores, as pendências se limitavam ao adiantamento salarial, que corresponde a 40% da remuneração.
O presidente do STTCU-CG, Demétrio Freitas, declarou que os trabalhadores só retomarão as atividades mediante a quitação simultânea das três pendências financeiras. Caso os pagamentos não sejam realizados até a próxima segunda-feira, nenhum ônibus deverá circular na Capital.
Com a aprovação da paralisação, o sindicato encaminhará as notificações formais aos órgãos competentes ainda nesta quinta-feira, incluindo a Prefeitura, a Câmara Municipal, a Justiça, hospitais e a Polícia Militar.
Vale ressaltar que a situação ocorre em meio à existência de uma investigação anterior pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre a possível prática de locaute (quando empresas incentivam a paralisação para pressionar o poder público), relacionada a uma interrupção de serviço ocorrida em outubro. O sindicato nega veementemente as acusações, com o secretário-geral, Santino Cândido Meira, afirmando que o inquérito teria sido arquivado. Ele lamentou ainda que os trabalhadores se encontrem no centro da disputa contratual entre o Consórcio e a Prefeitura.






