Monitoramento aéreo identifica grupos de primatas em área de preservação ambiental no Centro-Oeste
- porRedação
- 20 de Maio / 2026
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| Créditos: Foto: Divulgação Arauco
O uso de veículos aéreos não tripulados equipados com sensores de infravermelho permitiu a localização de sete grupos de macacos vivendo no topo de matas nativas em Mato Grosso do Sul. A tecnologia de mapeamento térmico capturou o calor corporal dos animais em meio à folhagem densa, mapeando populações de primatas que vivem na região onde está sendo implantado um grande complexo industrial de celulose, o Projeto Sucuriú, no município de Inocência.
A varredura aérea conseguiu registrar espécies ameaçadas de extinção cujo acompanhamento por terra seria de difícil execução devido às características do dossel florestal. Além dos primatas, as lentes dos equipamentos identificaram a presença de outros animais de relevância ecológica na mesma área de monitoramento, incluindo espécimes de antas, jaguatiricas, queixadas e aves como araras e urubus-rei.
Os dados coletados por meio desse imageamento térmico servem de base para estruturar os planos de manejo florestal e conservação da biodiversidade no entorno do empreendimento fabril. O projeto industrial ocupa uma extensão de 3.500 hectares às margens do Rio Sucuriú, com previsão de início das operações de produção de fibra curta para o final de 2027. O rastreamento contínuo visa criar corredores ecológicos e mitigar o impacto da atividade humana sobre a fauna local.






