Missão científica internacional monitora emissão de gases de efeito estufa no Pantanal
- porRedação
- 24 de Agosto / 2026
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| Créditos: Foto: Divulgação/DLR
Um grupo composto por 120 especialistas de dez países realiza o monitoramento e a coleta de dados atmosféricos sobre a região do Pantanal, com foco nas concentrações de dióxido de carbono ($CO_2$) e metano ($CH_4$). A iniciativa, denominada CoMet 3.0 Tropics, tem como objetivo ampliar a compreensão sobre o comportamento dos gases responsáveis pelo efeito estufa em ecossistemas tropicais úmidos.
As atividades contam com a cooperação entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Espacial Alemão (DLR), além da participação de pesquisadores de instituições localizadas no Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Colômbia, Polônia, Espanha, Áustria, Itália, Índia e França. As operações em campo receberam autorização do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e anuência do Conselho de Defesa Nacional (CDN) para sobrevoar o espaço aéreo da região até o final de dezembro.
Metodologia e equipamentos
A coleta de amostragem direta e por sensoriamento remoto é conduzida por meio do avião de pesquisa Halo (High Altitude and Long Range Research Aircraft), um modelo Gulfstream G550 capaz de operar em altitudes que variam entre 850 metros e 15 quilômetros. A aeronave está equipada com o sistema Lidar (Light Detection and Ranging), que utiliza pulsos de laser para medir de forma precisa o volume dos gases na atmosfera.
As rotas aéreas foram estruturadas a partir de Cuiabá (MT), cobrindo o Pantanal e partes do sul da Bacia Amazônica, com deslocamentos previstos até Porto Velho (RO) e sobrevoos em territórios vizinhos, como a Bolívia.
Aplicação e relevância dos dados
As medições obtidas em altitude têm como finalidade:
Distinguir as emissões naturais originadas em áreas alagadas daquelas decorrentes da ação humana.
Reduzir margens de incerteza em modelos de previsão climática regionais e globais.
Complementar e calibrar as informações captadas por satélites e estações de observação em solo.
Analisar os impactos das formações de queimadas no Cerrado e o balanço de carbono na Amazônia durante o período de atuação do fenômeno El Niño.






