Ministro propõe transformar Campo Grande em hub logístico e conceder gestão da Rota Bioceânica à iniciativa privada
- porRedação
- 29 de Outubro / 2025
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O futuro da Rota Bioceânica e o papel de Campo Grande como futuro hub logístico foram temas centrais na fala do ministro de carreira das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, coordenador nacional dos Corredores Bioceânicos, durante o 2º Fórum Centro-Oeste de Segurança Rodoviária.
O ministro defendeu que o Brasil avalia positivamente a possibilidade de que o corredor rodoviário — que ligará os oceanos Atlântico e Pacífico, cruzando Mato Grosso do Sul, Paraguai, Argentina e Chile (com portos em Antofagasta e Iquique) — seja gerido pela iniciativa privada via concessão para garantir sua manutenção. Segundo Parkinson, o Brasil demonstra estar mais avançado e disposto a ceder suas rodovias para a manutenção do setor privado em comparação com outros países-membros da rota.
Para que a capital sul-mato-grossense se consolide como um polo logístico internacional da Rota Bioceânica, o ministro destacou a necessidade urgente de a cidade se tornar mais internacionalizada e bilíngue, deixando de ser "muito enraizada no português".
Entre os requisitos para essa abertura, Parkinson listou:
A instalação de um banco internacional de primeira linha para facilitar operações comerciais.
A retomada da Malha Oeste (ferroviária) e do Terminal Intermodal (Porto Seco).
Melhorias no Aeroporto Internacional, incluindo a implantação de voos diretos para Iquique, no Chile.
O aumento na oferta hoteleira da cidade.






