Médicos da Santa Casa decidem por via judicial em vez de paralisação por 13º salário

| Créditos: Foto: Arquivo/Sara Chaves/JD1


Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (22), o corpo clínico da Santa Casa de Campo Grande deliberou por não aderir ao movimento de greve iniciado por outras categorias do hospital. Em vez da interrupção das atividades, os médicos decidiram focar-se na cobrança do 13º salário através de medidas jurídicas.

A reunião, organizada pelo Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS), ocorreu em resposta ao atraso no pagamento da gratificação natalina, que afeta cerca de 3 mil profissionais da instituição. O montante necessário para quitar o benefício é estimado em R$ 14 milhões.

Divergência de estratégias Embora partilhem da insatisfação com a falta de pagamentos, os médicos optaram por um caminho diferente dos enfermeiros e pessoal administrativo, que iniciaram uma paralisação na mesma data. A categoria médica entende que a judicialização é, neste momento, o meio mais eficaz para garantir os seus direitos sem comprometer a assistência direta à população.

Justificativa do Hospital A administração da Santa Casa alega enfrentar uma crise financeira severa, atribuindo a falta de verbas a um desequilíbrio nos contratos com o poder público. Por outro lado, o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande afirmam que os repasses regulares estão devidamente em dia, negando a responsabilidade direta pelo pagamento da folha do 13º da entidade filantrópica.

Até que haja um desfecho judicial ou uma nova proposta de pagamento, o atendimento médico na unidade segue a sua rotina normal, enquanto o sindicato monitora o andamento da ação legal.

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