Mato Grosso do Sul registra 780 casos prováveis de dengue em 2026, aponta boletim da SES
- porRedação
- 04 de Fevereiro / 2026
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Mato Grosso do Sul contabilizou, até a 4ª semana epidemiológica de 2026, 780 casos prováveis de dengue, dos quais 42 já foram confirmados. Os dados constam no boletim divulgado nesta terça-feira (3) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). De acordo com o levantamento, não há óbitos confirmados nem em investigação em decorrência da doença no Estado até o momento.
O documento aponta que, nos últimos 14 dias, os municípios de Cassilândia, Maracaju, Jardim, Chapadão do Sul e Campo Grande apresentaram incidência considerada baixa de casos confirmados de dengue. Apesar do cenário ainda controlado, a SES reforça a importância da vigilância e das ações de prevenção para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Vacinação avança no Estado
No que se refere à imunização, Mato Grosso do Sul já aplicou 223.322 doses da vacina contra a dengue na população-alvo. Ao todo, o Estado recebeu 241.030 doses do Ministério da Saúde. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
A vacinação é destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias — faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue dentro do grupo de 6 a 16 anos. A SES destaca a importância de que pais e responsáveis levem os jovens para completar o esquema vacinal, garantindo maior proteção contra a doença.
Chikungunya também preocupa
O boletim epidemiológico também traz dados sobre a Chikungunya. Em 2026, o Estado já registrou 874 casos prováveis da doença, com 185 confirmações no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Entre os casos confirmados, dois são de gestantes, o que acende um alerta adicional para o acompanhamento e cuidado com grupos mais vulneráveis.
A Secretaria de Estado de Saúde reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas na pele ou mal-estar, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e diagnóstico adequados.
Além da vacinação, as autoridades de saúde lembram que a principal forma de prevenção continua sendo o combate aos focos do mosquito, com a eliminação de recipientes que acumulam água parada em residências, comércios e áreas públicas.






