Mato Grosso do Sul é o terceiro estado com mais facções criminosas no país, aponta levantamento

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Um levantamento realizado pelo jornal O Globo identificou que Mato Grosso do Sul ocupa o terceiro lugar no ranking de estados com o maior número de facções criminosas em atividade, atrás apenas da Bahia (17) e de Pernambuco (12). Atualmente, 10 organizações criminosas atuam no estado, sendo apenas uma delas originária de Mato Grosso do Sul: a Okaida. As demais são ramificações de grupos de outros estados.

O estudo, que mapeou 64 facções em todo o Brasil, foi baseado em informações das secretarias de Segurança Pública, Administração Penitenciária e Ministérios Públicos estaduais. Segundo a análise, o estado se destaca como um dos principais "importadores" de facções interestaduais, impulsionado pela rota do narcotráfico que passa pela fronteira com Paraguai e Bolívia.

Disputa pelo controle do tráfico
Entre as facções em atividade no estado, as duas maiores do país — Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) — travam uma intensa disputa pelo controle das rotas de drogas. O PCC, com sede em São Paulo, está presente em 25 estados, enquanto o CV, do Rio de Janeiro, atua em 26.

De acordo com o secretário estadual de Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, a guerra entre facções se intensificou com a popularização da cocaína e a queda nos preços, aumentando a competição por territórios estratégicos, principalmente nas regiões de fronteira.

Facções em Mato Grosso do Sul:

Okaida (única local)

PCC

Comando Vermelho (CV)

Amigos do Estado (ADE)

Bonde do Maluco (BDM)

Terceiro Comando Puro (TCP)

Primeiro Grupo Catarinense (PGC)

Bala na Cara (BNC)

Os Manos

Cartel do Sul (CDS)

Cenário nacional
No país, apenas 12 das 64 facções têm atuação interestadual, enquanto as demais são organizações locais. O Rio de Janeiro é o estado que mais "exporta" facções, com três grupos atuando em múltiplas unidades da federação: CV, TCP e Amigos dos Amigos (ADA).

A presença massiva de grupos criminosos em Mato Grosso do Sul reforça os desafios de segurança pública no estado, especialmente no combate ao narcotráfico e à violência associada a essas organizações.

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