Mais da metade dos presídios de MS opera com superlotação em nível crítico, aponta levantamento
- porRedação
- 30 de Junho / 2026
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| Créditos: Antonio Cruz/AB/ Agência Senado
Um levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela que Mato Grosso do Sul está entre os estados com maior índice de superlotação no sistema prisional. De acordo com o estudo, 58% das unidades prisionais sul-mato-grossenses operam em nível considerado crítico, percentual mais que o dobro da média nacional, que é de 28%.
O diagnóstico foi elaborado a partir de inspeções realizadas em 33 estabelecimentos penais do Estado, localizados em municípios como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Corumbá, Coxim, Aquidauana, Rio Brilhante e Dois Irmãos do Buriti. Ao todo, 19 dessas unidades foram classificadas com ocupação crítica, enquanto apenas uma apresenta número de detentos abaixo de metade da capacidade instalada.
Além da superlotação, o relatório aponta problemas estruturais e de funcionamento. Em Mato Grosso do Sul, cerca de 38% das celas não possuem ventilação adequada, índice superior à média nacional. O levantamento também identificou deficiências relacionadas à documentação das unidades, condições sanitárias e infraestrutura básica.
O estudo integra o primeiro diagnóstico nacional sobre as condições de habitabilidade do sistema prisional brasileiro, elaborado a partir de inspeções conduzidas por magistrados em estabelecimentos penais de todo o país. Segundo o CNJ, os dados servirão de base para ações voltadas à melhoria das condições das unidades e ao fortalecimento das políticas públicas para o sistema penitenciário.






