Maduro se diz inocente e juiz agenda nova audiência para 17 de março

juiz Alvin K. Hellerstein marcou para o dia 17 de março a próxima audiência do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em um tribunal federal dos Estados Unidos. A decisão foi anunciada ao fim de uma sessão que durou cerca de 30 minutos.

Maduro responde a acusações criminais na Justiça norte-americana, incluindo conspiração para narcoterrorismo e crimes relacionados ao tráfico de drogas. Durante a audiência, a defesa questionou a legalidade da captura do presidente venezuelano, classificada como uma ação militar.

O advogado Barry J. Pollack afirmou que Maduro é chefe de um Estado soberano e, por isso, teria direito às prerrogativas do cargo. Segundo ele, a defesa deve iniciar uma fase de pré-julgamento marcada por disputas judiciais extensas para discutir a validade da prisão. Até o momento, não houve pedido formal de liberdade, mas a possibilidade de solicitação de fiança foi mantida.

A audiência também abordou a situação de Cilia Flores, esposa de Maduro e igualmente ré no processo. O advogado Mark Donnelly informou que ela apresenta problemas de saúde que exigem atenção médica, incluindo suspeita de fratura ou hematomas nas costelas. A defesa solicitou exames de raio-x e avaliação médica completa, destacando a necessidade de acompanhamento especializado, já que Flores tem 69 anos.

Ao final da sessão, ficou registrado que Maduro e Cilia Flores concordaram em permanecer detidos por enquanto, com a possibilidade de pedidos de liberdade serem analisados em momento posterior.

Durante o ato judicial, Nicolás Maduro e Cilia Flores se declararam inocentes das acusações. O juiz informou ao casal que ambos têm direito a contato com o consulado da Venezuela. Maduro afirmou compreender o direito e manifestou interesse em receber visita consular, solicitação que também foi feita por Flores.

Com informações da Agência Estado

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