Lula promete manter superávit na economia e critica ‘tesouraço’ proposto por Flávio

| Créditos: Foto: Ricardo Stuckert/PR


O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), focou em pautas econômicas durante a coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (8). Ele relembrou que, quando chegou à Presidência em 2023, pegou um orçamento com déficit de 2,8% e listou cortes em áreas da educação, da saúde e da infraestrutura.

O presidente destacou que em 12 anos de mandato como presidente, todos foram marcados por superávit na economia e ressaltou que pretende seguir dessa forma, sem precisar fazer um tesouraço na economia, medida proposta por Flávio Bolsonaro.

“Só tinha verba suficiente para comprar um ônibus escolar, e nós já compramos 12 mil ônibus. Apenas R$ 20 mil para tratar problemas de calamidade. Merenda escolar ficou cinco anos sem receber nenhum reajuste. É muito importante ficarmos atentos para que a população brasileira não seja enganada mais uma vez. [...] Fiquem preocupados quando se fala de corte, significa tirar do pobre, do bolso do trabalhador brasileiro.”

Um dos focos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial é o corte e redução de gastos, visando controlar a inflação. Segundo Lula, essa proposta visa “favorecer os ricos” e “prejudicar o bolso do trabalhador brasileiro”.

O presidente também falou sobre a MP (Medida Provisória) que proíbe as bets e defendeu que os clubes brasileiros estão equivocados em dizer que isso “acabou com o futebol”. Ele afirmou que,, antes da coletiva, conversou com a mãe de um menino que perdeu o filho por conta das apostas esportivas.

“Quando eu for presidente, eu não vou permitir que o leite, o pão e o feijão sejam utilizados para enriquecer e para a lavagem de dinheiro.”

Votação da escala 6x1

A votação em primeiro turno da PEC que acaba com a escala 6x1 está prevista para acontecer na próxima semana, entre quarta-feira (14) e quinta-feira (15 de outubro de 2026). Sobre essa pauta, Lula voltou a defender os benefícios da medida e acusou a oposição de estar planejando uma abstenção.

“Fiquei sabendo que meu adversário está propondo ao partido dele abstenção, ele está com vergonha de dizer que não vai estar no plenário”, disse.

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