Logística brasileira vê maior impacto em tarifa chinesa sobre carne do que em medidas dos EUA, avalia CNT
- porCNN
- 07 de Agosto / 2026
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| Créditos: Reuters/Dado Ruvic/proibida a reprodução
A sobretaxa de 55% aplicada pela China sobre a carne bovina brasileira tem potencial para causar impactos mais significativos à logística nacional do que as tarifas impostas pelos Estados Unidos, segundo avaliação do presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa.
De acordo com o dirigente, a medida chinesa afeta diretamente um dos principais produtos da pauta de exportações do Brasil, refletindo na movimentação de cargas e no desempenho do setor logístico. Os primeiros efeitos já podem ser observados na redução do ritmo dos embarques de carne bovina registrados pelo comércio exterior.
Em relação às tarifas norte-americanas, a avaliação é de que o impacto tende a ser mais limitado. Embora o Brasil exporte aos Estados Unidos produtos industrializados de maior valor agregado, o volume dessas vendas representa uma parcela menor das exportações brasileiras, reduzindo os reflexos sobre a cadeia logística.
A CNT considera adequada a estratégia do governo brasileiro de manter as negociações diplomáticas com os Estados Unidos enquanto busca ampliar mercados para os produtos nacionais. A entidade também defende o fortalecimento das relações comerciais com países da Ásia e da Europa, além do avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia como forma de diversificar os destinos das exportações brasileiras.
Na avaliação da confederação, a atual política tarifária adotada pelos Estados Unidos pode acabar ampliando a influência da China no comércio internacional. O setor produtivo brasileiro, por sua vez, já vinha se preparando para um cenário de aumento das tarifas norte-americanas, o que contribuiu para reduzir parte dos impactos das novas medidas.






