Limpeza é reforçada na Esplanada Ferroviária no último dia de Carnaval
- porRedação
- 17 de Fevereiro / 2026
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O último dia de Carnaval começou mais cedo para os trabalhadores responsáveis pela limpeza da Esplanada Ferroviária, em Campo Grande. Após reclamações sobre o excesso de sujeira na manhã de segunda-feira (16), a maior parte do lixo já estava ensacada por volta das 7h desta terça-feira (17), no quadrilátero formado pelas ruas 14 de Julho e Doutor Temístocles, além das avenidas Mato Grosso e Calógeras.
Por volta das 7h30, equipes da Solurb, concessionária responsável pela coleta de resíduos, chegaram ao local para concluir os trabalhos. Além da retirada dos sacos de lixo, os coletores utilizaram sopradores para eliminar resíduos menores. Em seguida, um caminhão-pipa realizou a lavagem das vias, que devem receber foliões novamente a partir das 15h.
Morador da região, o trabalhador da construção civil Ailton Costa, de 66 anos, caminhava pela Avenida Calógeras pouco antes da chegada das equipes. Ele relatou que a sujeira era intensa na manhã anterior, mas destacou que a situação foi sendo organizada ao longo do dia. Nesta terça-feira, segundo ele, o cenário já era mais tranquilo.
Estrutura e críticas
A Prefeitura de Campo Grande é responsável por parte da infraestrutura dos eventos, incluindo serviços de saúde, limpeza urbana e instalação de banheiros químicos. A Fundação Municipal de Cultura contratou 100 unidades, distribuídas entre a Praça do Papa e a Esplanada Ferroviária. Na manhã desta terça-feira, equipes também realizavam a manutenção e retirada de resíduos dos sanitários.
O Carnaval de rua na região costuma gerar reclamações de moradores devido ao acúmulo de lixo. Na semana passada, um projeto de lei foi protocolado na Câmara Municipal com o objetivo de obrigar organizadores de blocos a promoverem a limpeza dos espaços após as festividades.
Apesar das críticas, Ailton Costa avalia que é preciso compreensão durante os cinco dias de festa. Para ele, o volume de lixo é consequência natural do evento, marcado por alimentação e consumo de bebidas. Embora não participe da folia por motivos religiosos, afirma não ser contrário à realização do Carnaval e acredita que, após o período festivo, a rotina da região volta ao normal.






