Laudo da Polícia Federal aponta que saúde de Bolsonaro exige acompanhamento, mas permite permanência no presídio

| Créditos: Hugo Barreto/Metrópoles

Um parecer médico elaborado por peritos da Polícia Federal concluiu que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) requer acompanhamento contínuo, mas não impede sua permanência no sistema prisional. Bolsonaro está detido desde o dia 15 de janeiro no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

No mesmo dia da transferência para a unidade militar, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a realização de uma nova avaliação médica por uma junta da Polícia Federal para analisar a necessidade de prisão domiciliar, fixando o prazo de dez dias para apresentação do laudo. Antes disso, o ex-presidente estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A avaliação clínica foi realizada em 20 de janeiro. Segundo o laudo, Bolsonaro necessita de cuidados específicos, como monitoramento rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, alimentação fracionada, realização periódica de exames laboratoriais e de imagem, além do uso contínuo de aparelho CPAP para tratamento da apneia do sono e do ronco.

De acordo com os peritos, todas essas recomendações podem ser plenamente atendidas no ambiente prisional. O relatório também aponta que as comorbidades apresentadas pelo ex-presidente não justificam, neste momento, a transferência para uma unidade hospitalar.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, imposta em razão da condenação pela trama golpista envolvendo militares de alta patente após as eleições de 2022.

Na última quarta-feira (4), a defesa do ex-presidente protocolou petição relatando o que classificou como uma piora no estado de saúde, citando episódios de vômito e crises intensas de soluço. Apesar disso, o parecer médico sustenta que o quadro clínico permanece controlável dentro da estrutura atual de custódia.

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