Laudo aponta inconsistências na versão de morte de fisioterapeuta em Campo Grande
- porRedação
- 30 de Julho / 2026
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Um laudo necroscópico elaborado pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) trouxe novos elementos para a investigação sobre a morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, encontrada sem vida em 18 de maio, em uma propriedade rural de Campo Grande.
O documento aponta que a vítima morreu em decorrência de um ferimento provocado por disparo de arma de fogo, mas não foram identificados vestígios que indiquem que o disparo tenha ocorrido com a arma encostada ou a curta distância. A conclusão enfraquece a versão inicial de que a morte teria sido provocada pela própria vítima.
O exame também registrou hematomas em diferentes regiões do corpo. Segundo as informações reunidas pela investigação, essas marcas passaram a ser analisadas como parte do conjunto de elementos que podem ajudar a esclarecer o que ocorreu antes da morte.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), apura o caso e considera a possibilidade de feminicídio. Apesar dos novos elementos, o laudo não identifica quem efetuou o disparo e, isoladamente, não determina se houve homicídio ou suicídio.
O principal investigado é o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, marido da fisioterapeuta. Ele nega participação na morte. A defesa sustenta que a hipótese de suicídio continua sendo considerada e afirma que apresentará os esclarecimentos necessários durante o andamento da investigação.
O médico chegou a ser preso por questões relacionadas a armas e por suspeita de fraude processual, mas posteriormente passou a responder em liberdade, sob medidas cautelares.
O inquérito continua em andamento e deverá reunir outros depoimentos, perícias e informações antes de uma definição das autoridades sobre as circunstâncias da morte.






