Justiça prorroga monitoramento eletrônico de prefeito afastado de Terenos e outros 14 investigados

| Créditos: Reprodução


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) determinou a prorrogação, por mais 90 dias, do uso de tornozeleira eletrônica pelo prefeito afastado de Terenos, Henrique Wancura Budke, e outros 14 investigados. A decisão, publicada nesta semana, mantém o grupo sob vigilância até o dia 30 de junho de 2026.

As medidas cautelares são desdobramentos da Operação Spotless, que apura um suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações e desvio de recursos públicos na prefeitura municipal, com valores estimados em R$ 15 milhões.

A manutenção do monitoramento ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter rejeitado pedidos de prisão preventiva para os envolvidos. Na ocasião, os ministros entenderam que o uso de tornozeleiras, somado ao afastamento do cargo público e à proibição de contato entre os réus, é suficiente para garantir a ordem pública e o andamento das investigações sem a necessidade do cárcere.

Além do prefeito afastado, a lista de monitorados inclui empresários e servidores públicos que respondem ao processo em liberdade, sob a condição de cumprirem as restrições impostas pelo Judiciário estadual. Caso as regras de monitoramento sejam descumpridas, a justiça poderá rever o benefício da liberdade provisória.

Compartilhe: