Justiça mantém prisão de despachante acusado de fraudes no Detran-MS

despachante David Clocky Hoffaman Chita | Créditos: Reprodução/Midiamax


O despachante David Cloky Hoffamam Chita, preso após quase dois anos foragido, teve o pedido de liberdade negado pela Justiça. Ele é investigado por liderar um esquema de fraudes no Detran/MS e responde por organização criminosa, corrupção passiva e inserção de dados falsos em sistema de informação.

A defesa pediu a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por medidas alternativas, alegando diabetes tipo 1 e citando a liberdade provisória de outra ré, mas o pedido foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça, que destacou a gravidade dos crimes e o risco de reiteração. O diagnóstico de saúde do acusado foi considerado compatível com o cumprimento da pena em regime prisional.

O caso faz parte da Operação 4º Eixo, que investiga a regularização irregular de veículos entre julho de 2019 e setembro de 2020. Segundo o Ministério Público, documentos de veículos foram adulterados em Miranda e em Campo Grande, incluindo mudanças na cor, no peso e emissão de novos certificados, mediante pagamento de propina de R$ 1 mil.

Além de Chita, outros servidores do Detran-MS foram denunciados: Genis Garcia Barbosa, Eufrásio Ojeda e Abner Aguiar Fabre.

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