Justiça investiga suposto esquema de fraude com energia solar em Mato Grosso do Sul
- porRedação
- 17 de Abril / 2026
- Leitura: em 7 segundos

| Créditos: Divulgação/Governo MS
A Justiça de Mato Grosso do Sul analisa denúncias de um suposto esquema de fraudes envolvendo investimentos em energia solar que teria causado um prejuízo estimado em R$ 1,1 milhão a uma das vítimas. O modelo de negócio, que atraiu diversos investidores no estado, prometia retornos financeiros mensais a partir da comercialização de créditos de energia gerados por usinas solares.
De acordo com os relatos apresentados nos processos, a empresa responsável captava recursos sob a promessa de rentabilidade fixa, que variava entre 4% e 5% ao mês. Para convencer os interessados, a organização apresentava um portfólio que supostamente contava com diversas usinas solares em operação. Contudo, investigações preliminares apontam que a capacidade real de geração era significativamente inferior à anunciada e que a maioria das unidades citadas não possuía registro ou conexão oficial com as distribuidoras de energia.
Em um dos casos registrados em Campo Grande, um investidor chegou a transferir grandes quantias na expectativa de lucros dividendos, mas parou de receber os repasses previstos em contrato. A situação levou ao bloqueio judicial de contas ligadas aos administradores da empresa para garantir o ressarcimento dos danos.
As autoridades policiais e órgãos de fiscalização federal acompanham o desdobramento do caso, que pode estar relacionado a uma operação maior de combate a crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. O esquema operava atraindo clientes não apenas em Mato Grosso do Sul, mas também em outras regiões do país, utilizando escritórios em grandes centros para conferir aparência de legitimidade ao negócio.
Até o momento, as defesas dos citados não apresentaram manifestações definitivas sobre as acusações de estelionato e fraude. O processo segue em tramitação nas varas cíveis e criminais, enquanto novas possíveis vítimas são orientadas a registrar ocorrências para auxiliar na apuração do montante total desviado.






