Justiça Federal mantém prisão preventiva de investigador da Polícia Civil de MS

| Créditos: Foto: Reprodução/Campo Grande News


A Justiça Federal indeferiu, durante o plantão judiciário, o pedido de revogação da prisão preventiva de Augusto Torres Galvão Florindo, investigador da Polícia Civil lotado no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). O agente é investigado por suposto envolvimento em um esquema criminoso que engloba crimes de corrupção.

Argumentos da Defesa

Os advogados do policial buscaram a liberdade provisória argumentando que o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia formal, em 16 de dezembro, imputando ao acusado apenas o crime de corrupção passiva. Segundo a defesa, isso demonstraria que as suspeitas iniciais de lavagem de dinheiro e organização criminosa não teriam sido sustentadas por provas, o que configuraria um "fato novo" capaz de justificar a soltura ou a substituição por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Além disso, foram destacados os bons antecedentes do investigador, sua ocupação lícita e a existência de endereço fixo como garantias de que ele poderia responder ao processo em liberdade.

Posicionamento do Ministério Público e Decisão

O Ministério Público Federal manifestou-se contrariamente à soltura. O órgão esclareceu que, embora a denúncia imediata foque na corrupção passiva, as investigações sobre os outros delitos (lavagem de dinheiro e organização criminosa) continuam em andamento e não foram arquivadas.

Ao negar o pedido, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, apontando que o uso do cargo público em uma delegacia especializada para, em tese, facilitar crimes, amplia o prejuízo social e justifica a necessidade de garantir a ordem pública. A decisão também mencionou a apreensão de valores expressivos em espécie durante a fase investigativa.

Histórico do Caso

Augusto foi detido em flagrante pela Polícia Federal no final de novembro, em Três Lagoas (MS). Segundo o inquérito, ele teria sido flagrado no estacionamento de um supermercado recebendo R$ 160 mil em espécie. A ação ocorreu após denúncias de que a quantia seria referente ao pagamento de propina para favorecer esquemas de contrabando.

O investigador permanece custodiado enquanto o processo penal segue o rito ordinário na Justiça Federal.

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