Justiça determina soltura de investigados em operação contra fraude em serviços públicos na Capital
- porRedação
- 11 de Junho / 2026
- Leitura: em 8 segundos

A 5ª Vara Criminal de Campo Grande revogou as prisões preventivas de envolvidos na "Operação Buraco Sem Fim", que apura supostas irregularidades em contratos de manutenção urbana na capital sul-mato-grossense. A decisão ocorre pouco antes de as detenções completarem o período de um mês. Os investigados passarão a cumprir medidas cautelares, incluindo o monitoramento por tornozeleira eletrônica.
A liberação beneficia o ex-secretário Rudi Fiorese, o engenheiro e supervisor Mehdi Talayeh, além de Erik Antônio Valadão Ferreira De Paula, Fernando de Souza Oliveira e Antônio Bitencourt. Outros dois investigados, Edvaldo Aquino e Antônio Roberto Bittencourt, já haviam obtido o direito de responder ao processo fora da prisão em momentos anteriores — no caso de Antônio Roberto, o critério de idade avançada (superior a 70 anos) e condições de saúde foram levados em consideração.
Na fundamentação jurídica, o magistrado responsável pelo caso destacou que a manutenção da prisão preventiva exige riscos concretos e não pode ser justificada apenas pela gravidade das acusações, pela repercussão social do fato ou pelo intuito de emitir uma resposta institucional de rigor.
Contexto das investigações
A operação, conduzida por grupos especializados de combate ao crime organizado, resultou inicialmente no cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. Durante as diligências na residência dos alvos, as autoridades recolheram cerca de R$ 429 mil em espécie — com quantias expressivas localizadas nos endereços de dois servidores públicos (R$ 186 mil e R$ 233 mil, respectivamente).
O inquérito apura a existência de uma suposta organização criminosa estruturada para fraudar medições contratuais e liberar pagamentos indevidos em contratos de pavimentação e zeladoria de vias públicas em Campo Grande. Conforme os indícios colhidos, os repasses financeiros não condiziam com as obras efetivamente realizadas, gerando desvio de verbas e precarização da infraestrutura urbana.
Os levantamentos apontam que a principal empresa privada sob investigação movimentou, por meio de contratos e termos aditivos firmados com a administração municipal entre os anos de 2018 e 2025, um montante estimado em R$ 113,7 milhões.






