Justiça determina demolição de construção irregular no Pantanal e mira outras edificações na mesma situação

| Créditos: Reprodução


Após um imbróglio jurídico que se estendeu por 27 anos, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) executou a demolição de uma residência de alto padrão construída irregularmente em uma Área de Preservação Permanente (APP). O imóvel estava situado na Baía de Siá Mariana, localidade pertencente ao município de Barão de Melgaço, no Pantanal matogrossense.

A ação faz parte de uma ofensiva do órgão ministerial contra edificações erguidas em locais protegidos pela legislação ambiental. Segundo informações do processo, a mansão, que por décadas foi ponto de encontro de figuras da classe política, estava em desacordo com as normas de proteção do bioma.

Desdobramentos e novas ações

A derrubada desta estrutura sinaliza o início de um cronograma que pode atingir outras propriedades similares na região. O Ministério Público mapeou diversas construções que, embora consolidadas há décadas, não possuem o licenciamento ambiental adequado ou foram edificadas em zonas onde a supressão de vegetação e a ocupação humana são restritas.

Em nota oficial sobre os processos de fiscalização, os órgãos responsáveis reiteraram que o licenciamento de qualquer empreendimento no Pantanal exige a apresentação de documentação rigorosa. A emissão de licenças operacionais está estritamente condicionada ao cumprimento de todos os requisitos legais vigentes, visando a conservação do ecossistema pantaneiro.

A medida reforça a jurisprudência de que o tempo de ocupação de uma área não regulariza automaticamente danos ambientais em zonas de preservação, mantendo aberta a possibilidade de novas intervenções judiciais para a restauração do meio ambiente natural.

Compartilhe: