Justiça destina bens de “Cabeça Branca” à União após apreensões milionárias

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A Justiça Federal determinou a destinação à União de bens ligados ao traficante Luiz Carlos da Rocha, conhecido como “Cabeça Branca”, apontado como um dos maiores traficantes de cocaína da América do Sul. Entre os patrimônios apreendidos estão fazendas, veículos e aeronaves utilizados no esquema criminoso.

As investigações da Polícia Federal identificaram uma ampla estrutura de lavagem de dinheiro e logística do tráfico internacional de drogas. Fazendas localizadas em Mato Grosso e em áreas próximas da fronteira com Mato Grosso do Sul eram usadas como pontos de pouso para aeronaves carregadas com cocaína vinda da Bolívia, Peru e Colômbia.

Parte dos bens já havia sido alvo de leilões judiciais ao longo dos últimos anos, incluindo propriedades rurais avaliadas em milhões de reais, aviões e veículos de luxo. Segundo as investigações, o patrimônio era registrado em nomes de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos.

“Cabeça Branca” foi preso em 2017 durante a Operação Spectrum, após décadas foragido. A Polícia Federal afirma que ele comandava uma organização criminosa com atuação internacional e ligação com facções brasileiras.

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