Justiça condena grupo a mais de 44 anos de prisão por roubo de propina em operação de 2018
- porRedação
- 02 de Setembro / 2025
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| Créditos: Foto: Arquivo | Campo Grande News
Sete homens foram condenados a penas que somam 44 anos e três meses de reclusão por envolvimento no roubo de R$ 300 mil, quantia que seria destinada ao pagamento de uma propina. A sentença, referente à Operação Vostok da Polícia Civil, foi publicada no Diário da Justiça desta terça-feira (2) após tramitar em sigilo na 4ª Vara Criminal da capital.
De acordo com as investigações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o dinheiro seria usado para comprar o silêncio do corretor de gado José Ricardo Gutti Guimarães, conhecido como "Polaco", que na época ameaçava fechar um acordo de delação premiada. O roubo ocorreu em 27 de novembro de 2017, quando o grupo interceptou o comerciante Ademir José Catafesta na BR-262, que transportava o valor, e levou tanto o dinheiro quanto o veículo da vítima. A ação foi frustrada por policiais do Batalhão de Choque (BPChoque), que recuperaram o carro e prenderam os integrantes da quadrilha, os quais confessaram o crime.
Condenações e Réus
Entre os condenados estão o policial militar Hilarino Silva Ferreira e o despachante David Cloky Hoffman Chita, que se encontra foragido. As penas foram aplicadas pelo crime de roubo majorado. Três acusados – Hilarino Silva Ferreira, Luiz Carlos Vareiro e Vinícius dos Santos Kreff – receberam sentenças de seis anos de reclusão em regime semiaberto. Jefferson Braga de Souza e Fábio Augusto de Andrade Monteiro foram condenados a seis anos e nove meses em regime inicialmente fechado. Josué Rodrigues das Neves recebeu a mesma pena, porém em regime semiaberto. Nenhum dos condenados teve a pena substituída por restritivas de direitos.
Conexão com Esquema Maior de Fraudes
O caso do roubo está ligado a um esquema mais amplo de corrupção que visava obter benefícios fiscais de autoridades estaduais. David Chita, foragido, é apontado pelas investigações do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) como líder de uma organização criminosa que atuava fraudando o sistema do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS).
Segundo inquérito policial, o grupo, chefiado por Chita, inseriu dados falsos no sistema para liberar irregularmente a documentação de veículos com restrições, lucrando com o serviço ilegal. Estima-se que a fraude tenha envolvido mais de 200 veículos, com um lucro apurado de aproximadamente R$ 290 mil em pelo menos 29 casos. A prisão preventiva de David Chita foi decretada em maio de 2024, após denúncia do MPMS por inserção de dados falsos.






