Justiça concede prisão domiciliar a mulher apontada como operadora de esquema financeiro do PCC em Mato Grosso do Sul
- porRedação
- 19 de Novembro / 2025
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| Créditos: Divulgação/PCMS
A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu a prisão domiciliar a Selma Nunes Roas, conhecida como "Barby do PCC", apontada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) como peça da logística financeira de uma rede criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Roas foi uma das detidas na Operação Blindagem, deflagrada para desarticular um esquema de tráfico de drogas, extorsões, comércio de armas e lavagem de dinheiro. Ela foi a primeira mulher presa na operação a ser liberada, após ter pago uma fiança de R$ 3 mil.
A decisão, proferida pelo juiz Idail De Toni Filho, converteu a prisão preventiva em domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições. O magistrado considerou a condição de Selma como mãe solo de uma criança menor de 12 anos, amparando-se em entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que autoriza tal substituição em casos de crimes sem violência direta.
Durante o cumprimento do mandado de prisão em 7 de novembro, um revólver calibre .38 e munições foram encontrados em sua residência. A defesa da acusada nega o envolvimento no núcleo operacional da facção, alegando que as conclusões do Gaeco se baseiam em fragmentos de conversas antigas.
Selma Roas deve agora permanecer no endereço fornecido à Justiça, com circulação restrita e proibida de manter contato com os demais investigados da Operação Blindagem, sob risco de ter a prisão preventiva retomada.






