Justiça concede prisão domiciliar a ex-servidora investigada na Operação Águas Turvas em Bonito

| Créditos: Divulgação


O desembargador Waldir Marques, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, concedeu prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, à ex-chefe do setor de licitações da Prefeitura de Bonito, Luciane Cintia Pazette, investigada na Operação Águas Turvas.

A defesa argumentou que Luciane foi exonerada do cargo e que os contratos ligados às empresas investigadas foram suspensos. Também alegou que não há indícios de que ela tenha interferido nas investigações e destacou que a servidora é mãe de um adolescente de 13 anos, que depende de seus cuidados.

Na decisão, o magistrado considerou o caráter excepcional da situação e deferiu parcialmente o pedido de habeas corpus, autorizando a prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

Luciane foi presa durante a operação deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), que apura fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro na Prefeitura de Bonito.

As investigações apontam indícios de favorecimento a empresas, entre elas a de Genilton Moreira, empreiteiro que mantinha relação próxima com Luciane. Diálogos interceptados pela polícia indicam o repasse de informações privilegiadas e pedidos de benefícios pessoais.

A Operação Águas Turvas prendeu quatro pessoas e cumpriu 15 mandados de busca e apreensão. Segundo o MPE, o grupo teria fraudado licitações desde 2021, com contratos que somam R$ 4,3 milhões. O nome da operação faz referência à perda de transparência em contraste com as águas cristalinas que caracterizam o município de Bonito.

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