Justiça concede medida protetiva a mulher que denunciou perseguição e ameaças de assessor ligado ao MPE

| Créditos: Foto: Reprodução/O Jacaré


A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu medida protetiva de urgência a uma mulher que relatou ter sido vítima de perseguição, ameaças e episódios de violência psicológica atribuídos a um assessor vinculado ao Ministério Público Estadual (MPE). A decisão foi baseada nos elementos apresentados pela vítima e no entendimento de que havia risco à sua integridade física e emocional.

Conforme os autos, a mulher afirmou que passou a sofrer uma série de abordagens consideradas abusivas após o término do relacionamento. Entre os relatos estão mensagens insistentes, tentativas de contato frequentes, monitoramento de rotina e comportamentos que teriam provocado medo e insegurança.

Ao analisar o caso, a magistrada responsável destacou indícios de perseguição contínua e violência psicológica, entendendo que a situação justificava a adoção de medidas protetivas previstas na legislação. A decisão determina restrições ao investigado, incluindo a proibição de contato com a vítima e a obrigação de manter distância mínima estabelecida pela Justiça.

A mulher também relatou que os episódios afetaram sua rotina pessoal e profissional, levando-a a buscar proteção judicial. O processo tramita sob sigilo para preservar as partes envolvidas.

A concessão da medida protetiva não representa condenação antecipada, mas tem o objetivo de garantir a segurança da vítima enquanto os fatos são apurados pelas autoridades competentes. A investigação seguirá para esclarecer as circunstâncias denunciadas e definir eventuais responsabilidades.

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