Justiça aceita denúncia e Eduardo Razuk e irmão Rafael tornam-se réus em ação sobre sorteios

| Créditos: Reprodução


A Justiça de Mato Grosso do Sul recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réus o influenciador digital Eduardo Rezende da Silva Razuk, conhecido como Eduardo Razuk, e seu irmão, Rafael Rezende da Silva Razuk, em processo relacionado à investigação de sorteios realizados pela internet.

A decisão é do juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande. Também passou à condição de réu o empresário paraibano Cícero Fabiano Melo Silva.

A ação é resultado das investigações da Operação Rodas da Sorte, que apura a realização de sorteios apontados pela investigação como irregulares, além de possíveis crimes relacionados à movimentação dos valores arrecadados.

Segundo as apurações policiais, os sorteios eram realizados desde 2019 e tinham como principais prêmios veículos de luxo, avaliados entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, além de celulares e valores em dinheiro por meio de Pix. A investigação aponta que mais de 100 sorteios foram realizados durante o período analisado.

A Polícia Civil também informou que, em determinado momento, uma empresa sediada na Paraíba teria sido utilizada na estrutura dos sorteios. Para os investigadores, a empresa teria sido empregada para conferir aparência de regularidade às atividades. A defesa, por outro lado, sustenta que os sorteios eram autorizados pela Loteria da Paraíba e que Eduardo atuava como divulgador.

No decorrer da Operação Rodas da Sorte, foram apreendidos veículos de alto valor e outros bens, além de terem sido determinadas restrições patrimoniais relacionadas aos investigados.

Eduardo e Rafael Razuk chegaram a ser presos em agosto, em Campo Grande, mas posteriormente tiveram a prisão substituída por medidas cautelares. Entre as determinações estão o comparecimento periódico à Justiça e a proibição de deixar o país sem autorização.

Com o recebimento da denúncia, as defesas dos acusados terão prazo de dez dias para apresentar suas manifestações, indicar provas e testemunhas e apresentar os argumentos que considerarem pertinentes ao processo.

A defesa de Eduardo Razuk, representada pelo advogado Tiago Bunning, afirma que os sorteios seguiam as normas aplicáveis e que a legalidade das atividades será demonstrada durante o processo.

Os acusados passam a responder à ação penal, mas continuam protegidos pelo princípio da presunção de inocência até eventual decisão definitiva.

Compartilhe: