Juiz aposentado sob investigação de fraude milionária acusa ex-servidora de criar ‘Mar de Mentiras’ em processo de precatório
- porRedação
- 23 de Outubro / 2025
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| Créditos: Reprodução/O Pantaneiro
O juiz aposentado Aldo Ferreira da Silva Júnior, investigado por suposto envolvimento em um esquema de fraude milionária no pagamento de precatórios, defendeu-se durante interrogatório, alegando ser vítima de uma ex-servidora da Justiça, a quem ele atribuiu um "mar de mentiras".
O magistrado, que foi punido com aposentadoria compulsória, afirmou que a funcionária, que atuava como contadora, cometia erros recorrentes nos cálculos de precatórios e foi demitida antes de uma inspeção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo seu depoimento, ela teria, por retaliação, "jogado a bomba" em seu colo, apontando erros e fraudes que levaram à investigação de improbidade administrativa.
O caso apura o desvio de cerca de R$ 1,3 milhão em um precatório da Agesul. O Ministério Público (MPMS) sustenta que houve um conluio entre o juiz e empresários para fraudar documentos e liberar valores indevidos à empresa Frigolop Frigoríficos, sem notificar o governo, mediante um suposto pagamento de propina de R$ 155 mil ao magistrado.
O juiz, por sua vez, refuta as acusações, negando ter despachado em etapas decisivas do processo e questionando a investigação do MPMS por considerar apenas sua renda como juiz, ignorando sua atividade como produtor rural. O processo, que também envolve a esposa do juiz e dois empresários, está em fase final antes da sentença.






