Investigação aponta risco na manutenção de parlamentares e secretários em cargos públicos após repasses suspeitos
- porRedação
- 13 de Outubro / 2026
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Na 1ª coluna, da esquerda para direita: José Ademir Gabardo, Enelvo Iradi Felini Junior e Cleyton Martins Teixeira. Na 2ª linha, Adavilton Brandão, Izaque Diniz e Cledinaldo Cotócio. | Créditos: Reprodução
Um relatório de combate à corrupção alertou para os riscos de manter agentes políticos em funções públicas no município durante desdobramentos de investigações que apuram repasses financeiros irregulares. A apuração aponta a continuidade de mandatos e a posterior nomeação de investigados para cargos de liderança no Executivo local como fatores que preservam o acesso aos mesmos mecanismos institucionais usados em esquemas de favorecimento.
De acordo com o levantamento dos órgãos de controle, a permanência nos cargos permite a manutenção do poder de influência e a continuidade de vantagens indevidas. Em alguns casos, agentes que atuavam no Poder Legislativo assumiram posições estratégicas na gestão municipal, como Secretarias de Governo, de Desenvolvimento Rural e cargos de assessoria especial.
Valores e dinâmica dos repasses apurados
As apurações detalham movimentações financeiras e transferências bancárias instantâneas direcionadas a agentes públicos, ex-parlamentares e operadores do esquema:
Repasses diretos e operacionais de grande porte: Foram identificadas quantias que chegam a R$ 350 mil destinadas a intermediários e repasses de R$ 300 mil sem comprovação de prestação de serviço lícita.
Esquema de emendas e notas simuladas: Apura-se a articulação para obtenção de recursos de emendas orçamentárias com pagamentos indevidos que somam R$ 338 mil. As transações contavam com apoio de terceiros e emissão de documentação fiscal com suspeita de falsidade ideológica para simular a prestação de serviços em postos de combustíveis.
Transferências fracionadas e uso de terceiros: Um dos agentes políticos investigados teria recebido mais de R$ 53 mil em repasses sucessivos efetuados em sua conta pessoal e na de familiares. Outro membro do Legislativo recebeu R$ 10 mil via transferência bancária direta.
Envolvimento de distribuidores e cargos estaduais: O relatório aponta repasses de R$ 40 mil fracionados em duas parcelas para ocupante de cargo comissionado no governo estadual, além de valores de R$ 25 mil vinculados a empresas do ramo de combustíveis e saúde.
A investigação destaca ainda que a prática contava com o uso de laranjas e contas de intermediários para ocultar os reais destinatários das quantias e dificultar o rastreamento das transações.






