Investigação aponta que vítimas de duplo homicídio em Rochedo foram mantidas em cativeiro antes do crime

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Uma investigação policial sobre um duplo homicídio ocorrido no município de Rochedo, a 83 quilômetros da capital sul-mato-grossense, revelou detalhes sobre a dinâmica do crime. As duas vítimas, Ellen Vitória Moreira da Cruz e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, foram mantidas em cárcere privado e submetidas a agressões físicas por cerca de cinco horas durante a madrugada de quarta-feira antes de serem mortas e terem os corpos parcialmente incinerados.

De acordo com os registros policiais, a ação teve início por volta das 3h, quando dois homens usando luvas e capuzes invadiram uma residência localizada na Avenida Evangelina Vieira. A invasão ocorreu logo após três pessoas conhecidas das moradoras deixarem o imóvel. Uma testemunha que também estava na casa foi rendida e teve as mãos amarradas.

Durante o período em que estiveram sob o domínio dos agressores, Ellen Vitória Moreira da Cruz e Vitória Gabriely Souza Cordeiro sofreram agressões contínuas. A apuração policial apontou que toda a violência foi transmitida ao vivo por meio de videochamada para integrantes de uma organização criminosa.

Após a sessão de tortura, as duas moradoras foram mortas a golpes de arma branca. Em seguida, os suspeitos tentaram atear fogo aos corpos com o uso de combustível e um colchão, provocando queimaduras parciais. A terceira pessoa mantida no local foi liberada pelos invasores antes do incêndio.

Desdobramento e prisões

Com o avanço das diligências no mesmo dia do crime, as forças de segurança localizaram três suspeitos de participação nos fatos. Dois deles foram detidos e encaminhados à delegacia. Um terceiro envolvido veio a óbito após entrar em confronto com os policiais durante a abordagem de captura.

Os acusados presos foram autuados em flagrante e responderão por duplo homicídio qualificado. A Polícia Civil prossegue com as investigações em Rochedo para esclarecer a motivação exata do crime e verificar a possível participação de outros membros do grupo criminoso responsável pela ordem das execuções.

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