Imprensa da Argentina aponta suposto repasse financeiro do governo de Javier Milei a centenas de brasileiros investigados pela Justiça

| Créditos: Mario De Fina/NurPhoto via Getty Images — Reprodução/Instagram


Uma denúncia veiculada pela televisão argentina colocou o governo do presidente Javier Milei no centro de uma polêmica internacional. De acordo com as reportagens veiculadas na mídia do país vizinho, centenas de cidadãos brasileiros — identificados como apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e réus ou condenados por envolvimento nos atos de 8 de janeiro — estariam recebendo auxílio financeiro direto da administração libertária em solo argentino.

Investigação aponta repasse milionário e hospedagem de luxo

Segundo as informações divulgadas por veículos locais, a denúncia detalha que o grupo seria composto por cerca de 336 brasileiros foragidos da Justiça do Brasil que se estabeleceram na Argentina, com concentração em áreas de fronteira como a província de Misiones (região de Puerto Iguazú).

A acusação aponta que os investigados estariam hospedados em hotéis de alto padrão na região e que receberiam uma mesada individual equivalente a cerca de 2 milhões de pesos mensais por pessoa. No total, os repasses somariam cifras que giram em torno de 672 milhões de pesos mensais (aproximadamente R$ 2,4 milhões). Até o momento, no entanto, não foram apresentados documentos oficiais ou comprovantes de transferência por parte do governo argentino que atestem o desembolso dos recursos públicos para esse fim.

Repercussão e negativas

A denúncia gerou forte debate político tanto na Argentina quanto no Brasil. Entre os nomes associados ao grupo está o de Léo Índio, que reside no país vizinho e tem negado veementemente qualquer participação em atos de vandalismo ou depredação de prédios públicos em Brasília, afirmando publicamente que as acusações se baseiam em registros cotidianos, como fotografias tiradas na Praça dos Três Poderes.

Enquanto autoridades e analistas políticos cobram esclarecimentos sobre a suposta movimentação financeira e a situação migratória dos brasileiros na fronteira, o governo de Buenos Aires ainda não se pronunciou formalmente sobre os detalhes apresentados pela emissora de TV estrangeira.

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