Impasse entre motoristas e empresas mantém greve do transporte coletivo em Campo Grande

Ônibus não saíram da garagem nesta manhã. | Créditos: Foto: Dyego Queiroz/TV Morena


A audiência de conciliação realizada nesta terça-feira (16) terminou sem acordo entre o sindicato dos motoristas e o Consórcio Guaicurus. Com o impasse financeiro, a categoria decidiu manter a paralisação, que já atinge o seu terceiro dia nesta quarta-feira.

Apesar da falta de consenso sobre os pagamentos, a Justiça do Trabalho determinou o retorno parcial do serviço para garantir o atendimento à população. Segundo a decisão do desembargador César Palumbo Fernandes, a frota deve operar nos seguintes patamares:

70% nos horários de pico (6h às 8h30 e 17h às 20h);

50% nos demais períodos.

O magistrado destacou que, embora a mobilização seja legítima devido aos atrasos salariais, o transporte é um serviço essencial e não pode ser interrompido totalmente. O descumprimento da ordem pode elevar a multa diária para o sindicato a R$ 200 mil.

Motivações e divergências Os trabalhadores reivindicam o pagamento integral do salário de dezembro (do qual receberam apenas 50%), além da segunda parcela do 13º salário e do adiantamento previsto para o dia 20. Do outro lado, o Consórcio Guaicurus alega falta de recursos para quitar a folha e aponta dívidas de repasses públicos, enquanto a Prefeitura de Campo Grande afirma estar em dia com suas obrigações contratuais.

Até o momento, os representantes dos motoristas expressaram indignação com os percentuais exigidos pela Justiça, afirmando que a medida praticamente encerra o movimento grevista sem resolver a pendência financeira dos trabalhadores.

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