Ibovespa hoje fecha com nova alta e ultrapassa os 150 mil, novo recorde

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Cento e cinquenta mil! O Ibovespa finalmente passou dos 150 mil pontos, um novo recorde histórico. Com alta de 0,61%, o índice foi a 150.454,24 pontos, um ganho de 913,81 pontos. É o maior patamar de fechamento da história, em um cenário onde o IBOV vem batendo seguidos recordes. Na máxima do dia, foi a um nível que nunca havia chegado: 150.761,29 pontos. Além disso, é a nona sessão seguida de alta.

O real também se valorizou. O dólar comercial caiu 0,42%, a R$ 5,357. E os DIs (juros futuros) subiram por toda a curva.

Wall Street no embalo de IA

Os recordes de cá encontram eco em Wall Street, com o S&P 500 e o Nasdaq subindo no embalo da Inteligência Artificial, enquanto o Dow Jones encontra dificuldades. As ações da Nvidia subiram nesta segunda-feira, após o anúncio da Microsoft de que obteve licenças de exportação do governo de Donald Trump para enviar chips da Nvidia aos Emirados Árabes Unidos. A empresa acrescentou que seu investimento total no país do Oriente Médio chegará a US$ 15,2 bilhões até o final de 2029.

Teve mais: a Amazon fechou acordo bilionário com a OpenAI para fornecer chips Nvidia, em uma parceria de US$ 38 bilhões que reforça a posição da AWS no mercado de computação em nuvem para IA e marca expansão da OpenAI.

Neste primeiro pregão de novembro, os mercados dos EUA mudaram os horários, com o fim do Horário de Verão por lá. Isso impactou o horário também na Bolsa brasileira, que ganhou uma hora a mais.

Copom e Boletim Focus

E é o início de uma semana particularmente efervescente em São Paulo. O principal motivo é a decisão do Comitê de Política Monetária, o Copom, na quarta-feira, sobre a Selic.

Não, não se espera nenhum movimento do Banco Central no sentido de cortes, mas o comunicado pode suavizar as coisas. A XP entende que há motivos para a manutenção de uma postura cautelosa. Por um lado, as leituras recentes do IPCA confirmaram a tendência de desinflação, a taxa de câmbio mostra valorização expressiva no acumulado do ano e a maioria dos preços de alimentos está em queda. Por outro, o mercado de trabalho permanece aquecido e há sinais de política fiscal expansionista adiante. O início de cortes mesmo deve acontecer só em março de 2026.

O Boletim Focus, ao menos, segue diminuindo as projeções para a inflação. É a sexta semana seguida nesse movimento.

Mais balanços

Além do Copom, os investidores vão mergulhar em números, números e mais números. Será uma semana de mais balanços de nomes pesados da Bolsa.

Tem nesta terça-feira, após o fechamento, o balanço daquela empresa que se tornou a mais valiosa da B3: o Itaú Unibanco (ITUB4), que hoje subiu 1,66%. O maior banco privado do Brasil deve mostrar um lucro líquido de R$ 11,8 bilhões, que seria um novo recorde trimestral.

Itaú passou a Petrobras (PETR4) em valor de mercado e a petroleira fechou em alta hoje de 1,18%, de olho no balanço do 3T25, que sai na quinta-feira (6), após o fechamento das operações. Nesta segunda, a empresa anunciou um novo PDV com potencial de mais de mil desligamentos de funcionários.

Os demais bancos igualmente subiram: Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 0,82%, Bradesco (BBDC4) avançou 1,10% e Santander (SANB11) subiu 1,22%.

Vale (VALE3), que já soltou balanço, passou o dia em queda, para virar na reta final e fechar próxima da estabilidade, com mais 0,14%.

Outra que vai soltar seus números é a Embraer, que estrou novo ticker nesta sessão, o EMBJ3, em lugar do antigo EMBR3. As ações também viraram no final e subiram 0,32% – o balanço sai amanhã.

Eletrobras virou Axia Energia, mas os tickers continuam os mesmos, ELET3 e ELET6, e as ações avançaram 0,88% e 0,34%, respectivamente. O balanço do 3T25 sai na quarta-feira.

Quem já divulgou seus resultados foi Marcopolo (POMO4) e a reação não foi nada boa: as ações caíram 8,11%, refletindo temores de uma possível desaceleração da demanda, motivada por receita abaixo do esperado e volumes domésticos mais fracos.

Como se vê, será uma semana agitada e, pior, os dias terão uma hora a mais de operação – ou “tensão”, como quiser entender. Novembro começou com tudo, inclusive com recordes. 

(Fernando Augusto Lopes)

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