Homem é Preso por Maus-Tratos a Animais e Resistência à Prisão em Campo Grande
- porRedação
- 06 de Fevereiro / 2026
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Na manhã desta quinta-feira (5), um homem foi preso em Campo Grande após ser flagrado praticando maus-tratos contra dois cães, encontrados em condições precárias no Conjunto Aero Rancho. A Polícia Militar foi acionada após uma denúncia anônima, informando que os animais estavam abandonados e em situação de negligência.
Ao chegarem no local, na Rua Rodrigo Lefévre, os policiais encontraram um ambiente insalubre, com acúmulo de lixo, forte odor de fezes e urina, e ausência de alimento e água para os cães. O quintal estava tomado por entulhos, tornando o local ainda mais impróprio para a permanência dos animais.
Os dois cães estavam em estado de debilidade, com sinais de desnutrição, lesões nas orelhas e patas, infestação por carrapatos, além de problemas oculares. Um dos cães, de cor caramelo, estava com magreza acentuada, escaras na região pélvica e outros sinais claros de maus-tratos, como evidenciado pela perícia.
A DECAT (Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) foi acionada, assim como a Polícia Científica, para realizar a perícia no local. O laudo confirmou que os indicadores nutricionais e de saúde dos animais eram inadequados, configurando fortes indícios de maus-tratos.
Quando o responsável pelos cães chegou ao local, tentou minimizar a situação, alegando que havia visitado os animais regularmente e que havia deixado comida e água. No entanto, as vasilhas estavam vazias e o ambiente claramente não condizia com a versão apresentada pelo acusado.
Após a recusa do homem em entregar os cães para resgaste imediato, além da resistência à ação policial, ele foi preso por maus-tratos a animais e resistência à prisão. O uso de algemas foi necessário para contê-lo.
Os cães foram então recolhidos e encaminhados ao Centro de Controle de Zoonoses para cuidados veterinários. O autor foi levado à delegacia e agora responderá pelos crimes de maus-tratos a animais, com pena que pode chegar a até cinco anos de reclusão no caso de cães, e resistência à prisão. O caso segue sob investigação.






