Greve geral em Portugal causa interrupções em serviços públicos e mobiliza sindicatos
- porMetrópoles
- 11 de Dezembro / 2025
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Policial negocia com trabalhadores que bloqueiam portão da empresa portuguesa de serviços postais, na madrugada desta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025. | Créditos: AP - Ana Brigida
Portugal enfrentou nesta quinta-feira, 11 de dezembro, uma greve geral de grande impacto, a primeira a unir as duas principais centrais sindicais do país – a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) e a União Geral de Trabalhadores (UGT) – desde junho de 2013.
A paralisação nacional foi convocada em resposta ao anteprojeto de revisão da legislação laboral proposto pelo Governo, batizado de "Trabalho XXI". Os sindicatos protestam contra as medidas que alegam representar um retrocesso nos direitos laborais, nomeadamente a flexibilização do regime de contratação (aumento da precariedade), a facilitação de despedimentos, o enfraquecimento da negociação coletiva, e a redução de direitos de parentalidade e de greve.
Impacto nos Setores Chave
A adesão à greve causou perturbações significativas em todo o território nacional, afetando setores vitais:
Transportes: Foi um dos setores mais afetados. O Metro de Lisboa, por exemplo, registou a paralisação completa em diversas linhas, e o Metro do Porto operou com restrições e apenas em parte da rede. O serviço de autocarros e as ligações fluviais também sofreram interrupções e constrangimentos, obrigando muitos cidadãos a alterar os seus planos de deslocação.
Educação: Escolas em todo o país ficaram encerradas ou funcionaram com fortes limitações, devido à elevada adesão dos professores, educadores e restante pessoal não docente.
Saúde: Hospitais e centros de saúde mantiveram serviços mínimos essenciais para assegurar o atendimento de urgência e tratamentos inadiáveis. Contudo, serviços não urgentes e consultas programadas foram pressionados e sujeitos a cancelamentos.
Serviços Públicos: A paralisação também se fez sentir em serviços como a recolha de resíduos urbanos e repartições da Função Pública, como as Finanças e os tribunais, onde foram garantidos apenas os atos urgentes.
A greve de 11 de dezembro mobilizou os trabalhadores contra o que consideram ser um ataque aos direitos adquiridos, demonstrando a capacidade de mobilização conjunta das principais estruturas sindicais portuguesas para contestar as políticas governamentais em matéria de trabalho.






