Greve de motoristas de ônibus em Campo Grande segue; prefeita afirma que repasses foram feitos e consórcio busca diálogo
- porRedação
- 17 de Dezembro / 2025
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| Créditos: Foto: Henrique Arakaki
A paralisação dos motoristas do Consórcio Guaicurus atinge Campo Grande pelo quarto dia consecutivo, deixando o transporte coletivo sem operação regular devido ao atraso no pagamento de salários, 13º salário e adiantamentos. A categoria mantém o movimento até que os valores atrasados sejam quitados integralmente.
A prefeita Adriane Lopes afirmou que a prefeitura efetuou todos os repasses previstos ao consórcio, incluindo antecipações, e que a responsabilidade pelo pagamento dos trabalhadores e pelo fim da greve cabe à empresa que administra o serviço.
A Justiça do Trabalho estabeleceu multa diária em caso de descumprimento da determinação de circulação mínima de 70% da frota, mas os motoristas decidiram manter a paralisação até que suas reivindicações sejam atendidas.
O Consórcio Guaicurus afirmou estar surpreso com a autorização para intervenção no contrato de concessão e disse confiar no diálogo com as autoridades municipais para tentar resolver a crise. A empresa enfrenta dificuldades financeiras e busca uma negociação que permita a continuidade dos serviços e o pagamento dos salários, além de discutir ajustes financeiros no contrato.
Uma audiência de conciliação foi encerrada sem acordo, e a categoria rejeitou as propostas apresentadas até agora. Sem o pagamento integral dos valores atrasados, os motoristas afirmam que os ônibus não retornarão às ruas.
Resumo dos fatos
Motoristas seguem em greve por atraso de salários e benefícios, com transporte coletivo suspenso há vários dias.
Prefeitura afirma que cumpriu os repasses ao consórcio e não vê obrigação de intervir diretamente nos pagamentos.
Consórcio diz estar surpreso com autorização para intervenção, mas aposta em diálogo com autoridades.
Justiça do Trabalho aplicou multa e determinou operação mínima, mas greve continua.






