Greve de motoristas de ônibus em Campo Grande segue; prefeita afirma que repasses foram feitos e consórcio busca diálogo

| Créditos: Foto: Henrique Arakaki


A paralisação dos motoristas do Consórcio Guaicurus atinge Campo Grande pelo quarto dia consecutivo, deixando o transporte coletivo sem operação regular devido ao atraso no pagamento de salários, 13º salário e adiantamentos. A categoria mantém o movimento até que os valores atrasados sejam quitados integralmente.

A prefeita Adriane Lopes afirmou que a prefeitura efetuou todos os repasses previstos ao consórcio, incluindo antecipações, e que a responsabilidade pelo pagamento dos trabalhadores e pelo fim da greve cabe à empresa que administra o serviço.

A Justiça do Trabalho estabeleceu multa diária em caso de descumprimento da determinação de circulação mínima de 70% da frota, mas os motoristas decidiram manter a paralisação até que suas reivindicações sejam atendidas.

O Consórcio Guaicurus afirmou estar surpreso com a autorização para intervenção no contrato de concessão e disse confiar no diálogo com as autoridades municipais para tentar resolver a crise. A empresa enfrenta dificuldades financeiras e busca uma negociação que permita a continuidade dos serviços e o pagamento dos salários, além de discutir ajustes financeiros no contrato.

Uma audiência de conciliação foi encerrada sem acordo, e a categoria rejeitou as propostas apresentadas até agora. Sem o pagamento integral dos valores atrasados, os motoristas afirmam que os ônibus não retornarão às ruas.

Resumo dos fatos

Motoristas seguem em greve por atraso de salários e benefícios, com transporte coletivo suspenso há vários dias.

Prefeitura afirma que cumpriu os repasses ao consórcio e não vê obrigação de intervir diretamente nos pagamentos.

Consórcio diz estar surpreso com autorização para intervenção, mas aposta em diálogo com autoridades.

Justiça do Trabalho aplicou multa e determinou operação mínima, mas greve continua.

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