Gravações revelam racha no PCC e críticas a Marcola: “Traidor” e “cagueta”, dizem líderes rivais

PCC Marcola | Créditos: Hugo Barreto/ Metrópoles


Gravações exibidas pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (13), revelam um grave racha interno no Primeiro Comando da Capital (PCC). Os áudios expõem um conflito entre o histórico líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e os também influentes Abel Pacheco, o Vida Loka, e Roberto Soriano, o Tiriça.

Nos áudios, Marcola é chamado de "traidor" e "cagueta" pelos rivais. Em depoimento recente, Vida Loka declarou: “Marcola não vale nada. Foi covarde. O crime de São Paulo não merecia essa vergonha.” Tiriça reforça: “Ele pode mentir para se beneficiar. Não deixa de ser cagueta.”

O material apresentado inclui gravações feitas por Marcola em conversas com um chefe de segurança da Penitenciária Federal de Porto Velho (RO) e com sua esposa, nas quais ele afirma que não compactua com assassinatos de agentes penitenciários — o que contradiz ações anteriores da facção. Um dos áudios teria sido utilizado como prova no julgamento de Soriano, condenado em junho a 44 anos e oito meses de prisão pela morte do agente penitenciário Alex Belarmino, em 2016.

Em outro trecho, Marcola diz que ajudava a controlar penitenciárias paulistas a pedido de um ex-diretor: “Eu administrava a cadeia para ele.” A declaração provocou indignação de Vida Loka: “Ele esqueceu que é bandido? Polícia é polícia e bandido é bandido. Deu um tapa na cara do crime.”

As gravações indicam um desgaste nas relações de liderança e ética dentro do PCC, evidenciando uma divisão que pode impactar o comando da organização nos próximos anos.

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