Governo prepara portaria para exigir notificação de quatro doenças que afetam tilápia
- porRedação
- 08 de Dezembro / 2025
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Produção de tilápia | Créditos: EPAGRI/GOVERNO DE SANTA CATARINA - ARQUIVO
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) está em fase final de elaboração de uma nova portaria que visa modernizar a lista de doenças de notificação obrigatória em animais aquáticos, substituindo a relação que estava em vigor desde 2015. O novo regulamento incluirá 35 enfermidades, sendo quatro delas diretamente associadas à tilápia, uma das espécies de peixe mais cultivadas no país. A medida, que está em consulta pública, deve ser implementada a partir do próximo ano.
As quatro patologias que terão notificação compulsória são:
Iridovirose (Megalocytivirus pagrus 1);
Infecção por Tilapinevirus (Vírus da Tilápia do Lago);
Necroses Nervosas Virais;
Infecções por Parvovírus da Tilápia (TiPV).
Risco Econômico e Situação Sanitária
A inclusão destas doenças na lista oficial de vigilância é considerada um avanço crucial para a saúde do setor aquícola brasileiro. Embora nenhuma dessas enfermidades ofereça risco de transmissão para humanos, o impacto econômico para os produtores é significativo, uma vez que elas possuem o potencial de contaminar e dizimar todo o plantel de cultivo.
Especialistas da área sanitária enfatizam que a atualização é necessária devido à endemicidade de certas doenças e ao surgimento de novas ameaças globais. Por exemplo, o estado de Mato Grosso do Sul, o quinto maior produtor de tilápia do país, já documentou surtos de iridovirose, que é mais comum em larvas e peixes jovens e causa anemia e imunossupressão, levando à mortalidade.
Quanto ao Tilapinevirus (TiLV), que é altamente letal, o Brasil se mantém oficialmente livre de registros, mas o mercado está em alerta, dado que a doença já afeta severamente a produção em nações como Colômbia e países asiáticos. A notificação obrigatória é uma ferramenta essencial para monitorar e conter a disseminação destas patologias emergentes, garantindo a biosseguridade da produção nacional.






