Governo estadual enfrentará desafio para reduzir número de aliados e compor chapas em 2026

| Créditos: Reprodução/Folha de Dourados


O bloco governista de Mato Grosso do Sul, liderado pelo governador Eduardo Riedel (PP) e pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), enfrenta um impasse na montagem das chapas de deputados federais e estaduais para as eleições de 2026.

Com seis partidos aliados (PL, PP, MDB, Republicanos, PSDB e PSD) apresentando pré-candidatos, o grupo planeja, por estratégia de custos e resultados eleitorais, formar chapas em apenas quatro legendas. O objetivo é maximizar o tempo de propaganda e os recursos de campanha, embora a coligação possa envolver cinco partidos.

O PL de Reinaldo Azambuja e o PP de Riedel e Tereza Cristina já estão confirmados na formação das chapas. A disputa se concentra entre os outros quatro partidos para as duas vagas restantes.

Pontos de Pressão e Negociação:

PSDB: Apesar da saída de Riedel e Azambuja, o partido exerce pressão devido à quantidade de vereadores eleitos em 2020 (256), que buscam vagas em 2026. Há ainda um compromisso dos líderes estaduais com o diretório nacional de não abandonar a sigla.

MDB: O partido possui uma chapa considerada forte para deputado estadual, mas enfrenta resistência de parte do bloco governista devido à possível candidatura de Simone Tebet (MDB) ao Senado, por sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Republicanos e PSD: O principal atrativo desses partidos é o tempo de TV e os recursos de campanha. Caso sejam escolhidos, eles podem receber candidatos e deputados dos partidos que ficarem de fora das chapas.

Alternativas: Uma das propostas em discussão é dividir as candidaturas, lançando chapas para deputado estadual em um partido e para federal em outro, aproveitando os cinco partidos da coligação.

A decisão final é vista como complexa e deve se estender até o próximo ano, sendo influenciada pelas definições das candidaturas à Presidência e ao Senado.

Compartilhe: